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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Conto

O príncipe e o anel mágico.

Em um reino distante no sul da Inglaterra, um castelo com torres altas, toma forma no meio do vale. No castelo, um garoto está a brincar na sala do trono real. O rei estava de viagem para um reino distante junto com a rainha e o pequeno príncipe Andersen, ficou aos cuidados de sua irmã mais velha, a princesa Isabella. Os dois começaram uma brincadeira para passar o tempo, porque do lado de fora a neve fria e branca caia sem parar.  A princesa Isabella disse a Andersen, para se esconder, e ela iria procurá-lo. O príncipe saiu correndo pelo castelo, e subiu em uma das mais altas torres, para se esconder da princesa. O quarto da torre estava vazio, e empoeirado, parecia abandonado há séculos. Mas algo lhe chamou a atenção, em cima de uma mesa de pedra, uma caixa preta com símbolos de ouro se destacava entre toda aquela parafernália. Andersen caminhou lentamente em direção a caixa admirando-a, e pode reconhecer o símbolo de ouro na tampa. Um leão com duas espadas cruzadas era o símbolo de sua família. O príncipe abriu a caixa e retirou um pequeno objeto de lá, um anel de ouro com uma grande pedra verde, com um brilho radiante. Dentro da caixa uma frase um pouco estranha. “Faça o que quiser e peça o que for somente com a morte terá que suportar a dor.”
Dias se passaram e o príncipe Andersen descobriu que o anel, tinha poderes mágicos, todas as vezes que ele o colocava e fazia um pedido, o mesmo se tornava real. Isabella começou a perceber que algo estava errado com o pequeno príncipe, e então se escondeu em seu quarto e ficou observando.
Enfim o segredo de Andersen estava revelado, a princesa viu quando ele colocou o anel mágico e se transformou em águia, encantada com aquilo, tramou roubá-lo do irmão. Porém Andersen, não deixava o anel por nada, até que um dia, Isabella deu a ele um chá, com uma erva que fazia com que, quem o tomasse caísse em um sono profundo. Ao perceber que Andersen tinha adormecido, Isabella pegou o anel, e admirando-o em seu dedo, fez um pedido. A princesa desejou se transformar na mais bela andorinha, e o anel realizou seu desejo. Admirada com o que estava acontecendo, Isabella voou até o parapente, extasiada com a visão em sua frente. E então abriu suas asas ao vento. Enquanto isso, o rei e a rainha, estavam no jardim, à rainha por sua vez, admirando seu rei a praticar arco e flecha. O rei então avistou a bela ave no céu e mirou sua flecha em direção ao pássaro que voava, pairando sobre o vento. Então, disparou sua flecha que voou certeira e atravessou o peito da pobre andorinha. Naquele instante a ave, caiu pelo céu límpido como uma pedra e bateu no chão ofegante. Dentro do palácio, Andersen havia acordado e olhou para a sua mão, sem acreditar no que via, afinal onde estaria o anel?
De repente ouviu os gritos do rei, sem saber o que estava acontecendo correu para o jardim e quando se deparou com a cena, não queria acreditar no que estava vendo. Isabella estava ensangüentada e o rei com ela nos braços, se lamentando. A rainha estava desmaiada, caída no jardim. Foi então que o príncipe viu a pedra brilhante e o risco do arco de ouro do anel. Andersen correu pegou o anel e começou a gritar. Não, não!
O rei sem entender o que estava acontecendo, fitou os olhos no príncipe. Andersen, não sabia o que fazer, foi então que se lembrou da frase, e teve a certeza que o anel não iria ajudá-lo a trazer sua irmã de volta. Então, segurou firme nas mãos de Isabella e pensou, “só a um jeito”.  E desejou que o anel, o levasse de volta no tempo, no exato momento em que subia a mais alta torre, quando o descobriu. Então tudo ficou escuro, e uma luz forte apareceu e desaparece em questão de segundos, quando abriu os olhos o príncipe estava de pé na escada, que dava para a torre. Sentiu-se aliviado, como que se tivesse acordado de um pesadelo. De repente alguém o pegou por trás, Andersen olhou e viu a mais bela visão do dia, Isabella. Ele a  abraçou como nunca antes, e disse: ____ Te amo, minha irmã! Nunca me abandone, por favor!  A princesa não entendeu muita coisa, mas sabia que era maior do que se podia imaginar, então os dois saíram e foram brincar no jardim. E viverão felizes para sempre.

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